16 de maio de 2014

Desabafo

Eu preciso. Na verdade, nem sei do que preciso. Preciso me encontrar? Preciso me reencontrar? Preciso me inventar? Não sei o que preciso, mas, preciso.

Eu não sei se eu realmente já fui feliz ou se eu fingia uma felicidade. A armadura que eu vestia de repente se rompeu e eu não reconheço mais o que estava debaixo dela.

Não sei mais do que eu gosto. Não sei mais de quem eu gosto. E também não sei quem gosta realmente dessa eu que restou.
Não tenho cor, prato, estilo... prediletos.

Não tenho mais direitos. Não chore! As lágrimas, quase sempre embargadas me transformam em um mar salgado, como o Mar Morto, onde tanto sal não deixa que nenhuma vida permaneça. E sim, pereça.

Disfarço-me quase sempre de palhaça, pra divertir uma plateia que não consegue ver além da máscara, querem só a minha casca. Eu não tenho nem o direito de ser triste, de ser quieta, de ficar calada, de não sorrir, de não achar graça.

Eu não tenho direito a uma identidade e muito menos de ter uma personalidade. Quero ser eu de verdade. Mas como? Se eu nem sei o que sou?
Autonomia, nem sei mais o que é isso! Só ouço e cumpro o que me é de incumbência.

Sonhos... sonhos... sonhos... não mais os tenho. Perspectivas? Nenhuma.

Ainda ouço: -Você está assim porque quer! Você não tem o direito de ficar triste! Cadê sua fé? Você não pode ser assim. Não pode pensar desse jeito. Cadê aquela Viviane?

Calem –se! Se não tenho o direito de morrer. Me deem asas para aprender a voar e aprender como é “ser” o que eu quiser “ser”. 

14 de abril de 2014

Diário de gratidão 11

Hoje, sou grata por existir música, imagina a vida sem ela.... que chato seria. Agradeço, por estar emagrecendo, por ter pessoas que se preocupam comigo. Obrigada, Senhor, simplesmente por poder ser grata.

Hospital, celular e trabalho

Após um longo inverno estou de volta. Nesse meio tempo que estive sumida muita coisa aconteceu na minha pacata vidinha. Aquela dor de cabeça... aquelaaaa, lembra? Então, a danada me fez parar no hospital e passar um tempinho por lá. Fiz todos os exames possíveis e nada de encontrar a causa da bendita. E já que o médico não conseguia achar o motivo eu tive que pedir pra me dar alta. Ninguém merece aquela atmosfera de hospital, nem televisão tinha lá! Se bem, que o meu quarto estava animadíssimo. Fiz amizade com a colega de quarto, então, imagina se não ficamos amigas! Claroooo que sim!! Dada do jeito que eu sou, pensa se eu ia perder a chance?!
Mas, a coisa que mais me tira do sério é ficar desinformada das coisas que estão acontecendo no Brasil e no mundo. Putz, jornalista desinformada, não dá, abafa! Mas, Viviane, cadê seu celular super moderno???  Respondo: resolveu mergulhar de cabeça no chão e... perda total, aff. E o povo teve a coragem de me passar o orçamento de R$600,00 para arrumá-lo. Não né. Agora, tô com um velhinho que cumpre a função única de fazer ligações.
Hoje, estou de volta ao trabalho. Já estava com saudades desse povo e também de trabalhar. Acho que nunca falei sobre o meu trabalho, né?! Então, trabalho em uma universidade aqui em Uberaba. Fico na parte da Educação à distância, a famosa EAD. Você deve estar pensando o que faz uma jornalista nesse lugar, gente?! E respondendo eu lhe digo: aqui trabalhamos com videoaulas e já estamos há cinco anos com esse projeto. Eu entrei junto com o nascimento do projeto: então já passei por várias funções aqui. Treinei professores para falar diante das câmeras, produzi aulas, editei texto e agora estou fazendo a edição final das videoaulas. Pode parecer chato passa o dia assistindo videoaulas, mas eu não acho nem um pouco. Aprendo muitaaaaaaaaaaaaaaaa coisa. E se tem uma coisa que eu gosto é de aprender. Conhecimento nunca é demais.
Nossa esse post tá enormeee.... vou parar por aqui e volto amanhã pra contar mais coisas.
Bjks

Vivi

26 de março de 2014

Diário de gratidão 10

Hoje, sou grata por ter um trabalho, por ter um marido cuidadoso, por ter uma mãe maravilhosa, por poder me manifestar, por conquistar novas pessoas, por poder caminhar com as minhas próprias pernas e por poder fazer a vida das outras um pouco mais divertida.

Estou bem REBELDE

Desde que voltei a trabalhar sinto que estou melhorando da depressão. O contato com os meninos aqui me faz super bem. Mas, não é de um dia para o outro que a gente melhora de tudo. Essa depressão demorou 30 anos para se instaurar em mim. Não será em um piscar de olhos que ela vai sumir. É um passo de cada vez. Tem dias que estou muito bem, tem dias que estou mais ou menos e tem dia que não estou legal. E hoje, é um dia que não estou muito bem. Aí tudo começa a refletir fisicamente em mim. Crises de labirintite, estômago revirado e sono, muito sono mesmo. Mas, não desisti. EU ESTOU AQUI juntando todas as forças para me sentir melhor. Ao contrário de outros tempos em que eu me fechava e simplesmente fugia de tudo.
E o triste é quando você ouve de pessoas que você ama, apesar de todo o seu progresso, que você nunca vai sair disso (depressão) ou que você está regredindo. A vontade é de chutar o balde e as pessoas, aff... Mas, o mais importante é que eu sei e o que eu sinto.... o resto é o resto.

PS: Emagreci 3 kg..... UHUULLL

24 de março de 2014

Diário de gratidão 9

Hoje, eu quero agradecer à Deus a oportunidade de ter conhecido todas as pessoas que passaram pela minha vida até hoje: as que somaram e as que subtraindo; as que multiplicaram e as que dividiram. Agradeço também as pessoas que nem sabe que mudaram a minha vida. Agradeço, todos os meus afilhados, que eles continuem me dando o orgulho e o amor que eles me dão.

Fim de semana em família

Meu fim de semana não começou nada bem, ou melhor, muito mal. De quinta-feira à noite até sexta só dormi... mas, deixa eu explicar porque não foi malandragem minha não, hein.
Quinta foi a conta de eu passar o ponto pra ir embora do trabalho e a dor de cabeça vir à jato se instaurar na minha cabeça. Era uma dor tão estranha, que eu nunca tinha sentido assim. Aff, sem falar da ânsia de vômito e a tontura. Cheguei até o carro cambaleando (sorte que não era eu que ia dirigir).
Acabei indo pro hospital. Me deram tanto remédio que fiquei grog demais e acabei dormindo. Na sexta quando levantei a dor parecia ter piorado e lá vou eu pro médico outra vez. E mais doses e doses de remédio. A explicação do médico foi porque eu parei de tomar meu anticoncepcional.
O domingo foi mais tranquilo (apesar da dor de cabeça resistir, eu fui mais forte dessa vez). Minha afilhadinha mais nova veio passar o fim de semana com a gente. Ele é bem custosinha, mas, quando eu olho pra ela com aquele sorrisinho desafiador é que eu me apaixono mais ainda. Ela tem 4 anos e é filha do meu primo-irmão que faleceu à dois anos. Acho que por isso, tenho essa coisa maternal por ela, o Fabiano, pai dela, também ajudou a cuidar de mim quando eu nasci, naquela época ele morava lá em casa. E nós dois crescemos como irmãos e por isso eu sou a madinha da Maria Eduarda.
E o domingo terminou com uma coisa muito rara de se acontecer... eu e minha mãe assistindo um filme (sem ela dormir nenhuma parte, por isso é raro) inteiro: "O amor não tira férias"
Amo esse filme!!