28 de janeiro de 2014

Diário de gratidão 2

Hoje, sou grata por ter sempre a minha mãe por perto; por ter um lugar onde morar, por ainda poder sonhar, por ter o dinheiro suficiente pra comprar meus remédios e por ter ouvidos. E vc por que é grato hoje?

Step by Step

Olá queridos,
Hoje vou contar uma parte da minha história. Já faz algum tempo que eu me afastei dos meus trabalhos na igreja (sou católica). Durante muito tempo servi à Deus em um movimento de jovens aqui da minha cidade. Depois de sete anos lá percebi que algo estranho acontecia dentro de mim. Aquele fervor, aquela vontade de estar lá já não existia. Lá eu pecava muito mais do que fora de lá. Quando estava presente eu só sabia criticar, brigar e ficar chateada. Aos poucos fui percebendo que minha fé foi esvaziando, tal qual um balão furado.
Há três anos estou em tratamento contra depressão. Nesses últimos meses eu piorei muito, mas muito mesmo (a ponto de tentar suicídio por duas vezes). 
De repente, eu me toquei que o que fazia falta na minha vida era Deus. E, agora, aos poucos estou voltando para Ele. Mas, gente, é uma coisa muito engraçada: a minha alegria de viver está voltando à galopes. Graças à Deus. Por isso, acho que estou colocando em prática alguns projetos antigos, como era o de escrever esse blog. 

Daqui a pouco eu volto com o Diário de Gratidão, viu! 
Beijokas e muito obrigada pela visista.

Viviane

19 de janeiro de 2014

Diário de Gratidão 1

Hoje, sou grata por este passarinho que esta cantando, sem parar, lá fora, sou grata por ter a família que tenho, sou grata pelo meu marido e pelo meu cãozinho Théo e também agradeço por começar a resgatar a minha fé. Obrigada Senhor!

Primeiro contato

"Há muito tempo, muito mesmo, estou com vontade de criar um diário para poder desabafar.
Amigos??!! É claro que tenho. E eles são grandes em quantidades e em qualidades. Então, porque eu não desabafo com eles... tenho medo de incomodar, entristecer e de às vezes não ser compreendida. 
Acho que fui adiando esse momento porque ainda não estava conseguindo expor tudo que eu sinto, ou sentia (ainda não sei dizer direito) sem ficar com pena de mim. 
Hoje, posso dizer que estou "saindo" de um quadro depressivo, que me acompanha a mais de três anos. Há um tempo atrás comecei a perceber que eu não me amava como antes. A minha autoestima tinha ido embora e junto com ela a vaidade, a segurança, o ego, o bom humor, a iniciativa e a alegria. E todo esse espaço vazio deu lugar a somente coisas ruins e pensamentos negativos. Me apaguei na vida pessoal e profissional. Não tinha gosto de fazer nada. 
Não sei dizer o que desencadeou tudo isso, realmente não sei como e quando começou. Demorei para me tocar e admitir que eu precisava de ajuda. Achava que psiquiatra era coisa de gente maluca.
O meu psicológico abalado me deu de presente mais de 30 quilos e com eles vieram diversas outras doenças: Picos altíssimos da pressão arterial, diabetes, insônia, cansaço, esteatose (em um nível bem grave) e dores, muitas dores. Passei por médicos das mais variadas especialidades.
Demorei, mas fui atrás de ajuda psiquiatra. Dei muita sorte na escolha do médico. Dr. Luiz Carlos é o nome desse doutor-anjo-amigo que Deus colocou em minha vida. Comecei também, naquele mesmo período, a fazer terapia. 
Na época, ainda com vergonha e preconceito, contei somente para a minha mãe e para o meu marido (na época era noivo) que eu tinha procurado tratamento. E em segredo continuei por dois anos. 
Pelas fortes e constantes dores não conseguia me dedicar com afinco ao trabalho. Os atestados se acumulavam na minha pasta funcional e as faltas eram constantes no serviço."
Escrevi esse texto há uns seis meses, mas, não o publiquei. Hoje, 19/01/14 resolvi voltar com essa proposta de escrever um blog. E aqui estou eu. Compartilhando o que acontecia na minha vida naquela época. Nos próximos post vou contar um pouco mais de mim e também pretendo fazer aqui um diário de gratidão. Não sei se você conhece algo sobre isso. É mais ou menos assim: Todos os dias você tem que escrever cinco linhas agradecendo à Deus coisas que aconteceu naquele dia.
Acho que ao fazer esse diário de gratidão perceberei o Maior do menor.

Com carinho,

Viviane